Na correria do dia a dia, você encosta no posto de combustível para abastecer e surge aquele dilema: será que realmente é preciso desligar o carro? Muitas pessoas acabam mantendo o motor em funcionamento, seja para manter o conforto do ar-condicionado ligado ou simplesmente por pressa.
Mas será que essa prática é arriscada? Neste artigo, a gente te explica se você pode abastecer com o carro ligado ou não, a ciência por trás disso e o quais os impactos para a sua segurança, do seu veículo e do seu bolso. Bora saber mais?
Por que abastecer com o carro ligado é perigoso para a sua segurança?
Para entender melhor o perigo de abastecer com o carro ligado, precisamos esquecer um pouco o líquido que entra no tanque e focar no que a gente não enxerga: os vapores.
Sabe quando você abre um frasco de álcool ou sente cheiro de gasolina? Isso acontece porque esses combustíveis viram gás (evaporam) com muita facilidade, principalmente em dias quentes.
O grande perigo no posto não é o líquido em si, mas essa “nuvem invisível” de gás que fica ao redor da bomba de combustível enquanto você abastece. Para um incêndio começar, bastam três “ingredientes”:
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Combustível: os vapores da gasolina ou etanol.
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Ar: o oxigênio que respiramos.
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Calor ou faísca: é aqui que entra o seu carro ligado.
No posto, os dois primeiros ingredientes (vapores e ar) já estão lá. Ou seja, se você deixar o carro ligado, ele pode fornecer o terceiro ingrediente que faltava para iniciar o fogo. Entenda como o seu motor pode ser o vilão dessa história:
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Faíscas elétricas: o carro é cheio de partes elétricas, certo? Quando a ventoinha do motor liga sozinha para resfriar o carro, ela pode soltar uma pequena faísca. Se houver muito vapor de combustível por perto, essa faísca é suficiente para causar uma explosão.
Por isso, você precisa desligar o carro para abastecer, sim — não é um exagero. Essa é a única forma de garantir que o seu carro não vai soltar a faísca ou o calor necessários para começar um incêndio!
E qual o risco dessa prática para o veículo?
Além do risco de incêndio, manter o motor funcionando enquanto enche o tanque pode confundir a “inteligência” do seu veículo. Os carros modernos são verdadeiros computadores sobre rodas, com sensores que monitoram tudo, desde a temperatura do ar até a pressão dentro do tanque de combustível. É justamente nessa tecnologia que mora o perigo mecânico!
A “confusão” no sistema de vapores (Cânister)
Você sabia que o tanque do seu carro não é apenas um reservatório simples? Ele faz parte de um sistema selado e pressurizado, projetado para evitar que os gases do combustível vazem para a atmosfera e poluam o ar. Esse sistema é conhecido como EVAP ou sistema de recuperação de vapores (onde fica o famoso filtro Cânister).
Quando o motor está ligado, a central eletrônica monitora constantemente a pressão interna desse sistema. Ao abrir a tampa para abastecer com o carro funcionando, ocorre uma mudança brusca de pressão. O computador do carro, ao detectar essa alteração inesperada, pode interpretar que existe um vazamento grave no sistema ou uma tampa mal fechada.
É por essa razão técnica que você precisa desligar o carro para abastecer. Se não fizer isso, corre o risco de ver a luz de injeção eletrônica acender no painel logo após sair do posto. Mesmo que isso não seja um “defeito”, pode gerar dor de cabeça e gastos desnecessários só pra “apagar” um código de erro causado por um mau hábito.
Riscos para a bomba de combustível
A bomba de combustível trabalha em alta rotação e utiliza o próprio líquido para se refrigerar e lubrificar. Com isso, ao abastecer com o motor ligado ocorre uma turbulência dentro do reservatório.
Se o nível estiver muito baixo (na reserva, por exemplo), essa agitação somada à sucção contínua da bomba pode fazer com que ela aspire bolhas de ar ou sedimentos (sujeira) que ficam depositados no fundo do tanque.
A entrada de ar pode causar falhas na injeção, enquanto a sujeira pode saturar o filtro precocemente ou travar a bomba, resultando em um reparo caro que poderia ter sido evitado com um simples girar de chave.
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O impacto no bolso: manter o carro ligado parado, gasta gasolina?

Fonte: yanalya/Freepik(2025)
Se a segurança e a preservação da mecânica do seu carro não foram motivos suficientes para te convencer, vamos falar sobre algo que certamente vai te convencer: o bolso!
Existe um mito que diz que desligar o motor e dar a partida novamente consome mais combustível do que deixá-lo funcionando em ponto morto. Essa crença vem da época dos carros carburados, que realmente precisavam de uma injeção extra de gasolina para “pegar”.
Mas hoje em dia a tecnologia mudou (ainda bem). Nos carros modernos com injeção eletrônica, a partida é extremamente eficiente e consome uma quantidade insignificante de combustível.
Quando o carro está em marcha lenta (ponto morto), o motor continua queimando combustível para manter os pistões girando, o alternador carregando a bateria e os fluidos circulando. Como o veículo não está se movendo, seu rendimento é zero quilômetros por litro. Ou seja, é puro desperdício!
Um motor 2.0, por exemplo, pode consumir cerca de 1 a 2 litros de combustível por hora apenas para ficar ligado parado. Pode parecer pouco em um abastecimento de 5 minutos, mas faça a conta ao longo de um ano: se você abastece semanalmente e deixa o carro ligado por 10 minutos a cada vez, são horas de motor funcionando “de graça”.
Mas calma que ainda pode piorar: se o motivo de não desligar o carro for o conforto térmico, é importante você saber que para o ar-condicionado funcionar e gelar a cabine, o compressor precisa roubar energia do motor.
Ao manter o ar ligado enquanto abastece, a central eletrônica é obrigada a injetar ainda mais combustível para compensar o peso do compressor e evitar que o motor “morra” em marcha lenta.
Ou seja, ao tentar ganhar alguns minutos de frescor, você está literalmente queimando dinheiro na bomba, aumentando o custo do seu abastecimento antes mesmo de sair do posto.
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Segurança no posto: qual o seu papel e o da pessoa que abastece?
Ao entrar em um Posto Ipiranga, você está em um ambiente que segue rigorosos protocolos de segurança. Pode não parecer, mas um posto de combustível é classificado como uma área de risco controlado.
Por trás do atendimento rápido e cordial, existe uma legislação séria, baseada na NR 20 (Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho com Inflamáveis e Combustíveis), que dita como a operação deve acontecer para garantir a integridade física das pessoas.
Quando quem te atende no posto pede pra você desligar o motor, isso não tem a ver com burocracias, mas sim com o cumprimento dos procedimentos de segurança obrigatórios.
As pessoas que trabalham em postos de combustíveis estão expostas aos vapores e riscos durante toda a jornada de trabalho, e a colaboração do público é essencial para manter esse ambiente seguro. Assim, desligar o carro é um ato de responsabilidade coletiva!
Outros hábitos que devem ficar de fora da pista
A segurança vai além de somente desligar o carro ao abastecer. É importante evitar também outros hábitos comuns para eliminar qualquer chance de acidente. O uso de celular no posto, por exemplo, também é um ponto de atenção.
Embora o risco de explosão por ondas eletromagnéticas exista, o principal risco é a distração. Uma pessoa distraída ao volante pode arrancar com a mangueira ainda conectada ou não perceber um vazamento.
Além disso, se o aparelho cair no chão e a bateria se soltar (em modelos antigos) ou se houver uma falha elétrica no aparelho, pode haver faísca. Por precaução, evite usar o celular na pista, combinado?
Pode parecer óbvio, mas vale lembrar: fumar próximo às bombas ou dentro do carro durante o abastecimento é terminantemente proibido. A brasa do cigarro é uma fonte de ignição viva em um local saturado de vapores inflamáveis.
Nos Postos Ipiranga, a segurança é prioridade máxima. Ao respeitar a regra de desligar o motor e evitar distrações, você contribui para o posto continuar sendo um local seguro e conveniente para todas as pessoas.
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Cuidados que vão além do motor desligado: a qualidade do combustível
Até aqui, vimos que desligar o carro ao abastecer é uma atitude inteligente que protege o veículo “de fora para dentro” e evita danos nos sensores. Mas, para garantir a saúde do motor “de dentro para fora” o ponto-chave é a escolha do combustível.
De nada adianta seguir todas as normas de segurança se, ao abastecer, você colocar no tanque um produto sem tecnologia, que deixa resíduos e rouba a potência do seu motor. É aqui que entra a linha de combustíveis Ipimax Ipiranga, desenvolvida para ser a parceira ideal de quem cuida do carro.
Tecnologia que limpa e rende mais
Seja na versão Gasolina ou Etanol, a linha Ipimax conta com um pacote de aditivos de última geração que atuam em duas frentes principais, complementando os cuidados que você já tomou ao desligar o carro:
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Limpeza profunda: os aditivos detergentes da Ipimax evitam o acúmulo de sujeira (carbonização) nas válvulas e bicos injetores. Um motor limpo respira melhor, queima o combustível de forma eficiente e mantém a performance original de fábrica por muito mais tempo.
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Redução de atrito: a tecnologia exclusiva da Ipiranga reduz o atrito entre as peças móveis do motor, garantindo que ele faça menos esforço para entregar a mesma potência. O resultado é um carro mais ágil nas retomadas.
Em resumo, o ciclo do cuidado ideal com o seu veículo é simples:
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Imagem de capa — Fonte: EyeEm/Freepik(2025)